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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Plenário aprova fim do 14º e do 15º salários de parlamentares

Câmara aprova fim de ajuda de custo a parlamentares

J. Batista
Sessão para votar o fim do 14º e 15º salários
Deputados aprovaram projeto que acaba com a ajuda conhecida como 14º e 15º salários.
O Plenário aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, o Projeto de Decreto Legislativo569/12, que acaba com o pagamento de ajuda de custo aos parlamentares no início e no fim de cada ano (sessão legislativa). Essa ajuda é conhecida como 14º e 15º salários. A matéria vai a promulgação.
O texto, de autoria do Senado, mantém os pagamentos apenas para o primeiro e o último mês dos mandatos (quatro anos para deputados e oito anos para senadores) para custear despesas com mudança. No caso dos deputados do Distrito Federal, apesar do direito, a bancada já tem aberto mão do benefício.


As ajudas de custo foram criadas pela Constituição de 1946, quando a capital era ainda no Rio de Janeiro, com o objetivo de custear as viagens, que eram mais difíceis naquela época. A partir da Constituição de 1988, não constou mais no texto a referência à ajuda, que passou a ser disciplinada em legislação infraconstitucional.
Várias propostas para acabar com o benefício já haviam iniciado tramitação tanto na Câmara quanto no Senado. Em 2006, por exemplo, com a mudança no sistema de convocação extraordinária do Congresso no recesso parlamentar, o Decreto Legislativo1/06 acabou com o pagamento das ajudas de custo nessas convocações, que passaram a ser mais raras.
O projeto aprovado nesta quarta é de autoria da senadora licenciada e atual ministra-chefe da Casa Civil, Gleise Hoffmann, e foi aprovado pelo Senado em maio de 2012.
Apoio dos partidos
O fim da ajuda de custo foi uma das promessas de campanha do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que negociou a aprovação unânime da proposta. No momento da votação, o painel eletrônico registrou a presença de 476 deputados.

Líderes de todos os partidos se manifestaram em Plenário a favor do projeto. O líder do PPS, deputado Ruben Bueno (PR), lembrou que nenhum trabalhador tem esse benefício e que, ao aprovar a proposta, “os deputados se reencontram com as pessoas que trabalham no Brasil”.
O deputado Silvio Costa (PTB-PE) disse que o benefício dos salários extras se tornou insustentável, e a medida reaproxima a Câmara da opinião pública. “Mas não vamos deixar que alguns apareçam mais, defendendo a medida, porque todos receberam esses recursos”, disse.
Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
Sessão Deliberativa Ordinária - Presidente Henrique Eduardo Alves
Henrique Eduardo Alves negociou a aprovação unânime da proposta.
O relator da proposta pela Mesa Diretora, deputado Marcio Bittar (PSDB-AC), afirmou que a votação desta quarta-feira mostra que a Câmara quer se aproximar da população. “Prometemos durante a campanha e, agora, estamos tentando levar adiante esses compromissos”, disse Bittar, que é 1º secretário da Câmara.
Mudança
O deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE) explicou que a ajuda de custo foi necessária no passado porque os deputados se mudavam uma vez por ano com suas famílias de volta para seus estados. O recesso parlamentar de fim de ano era de 16 de dezembro a 14 de fevereiro. “Como as coisas avançaram e, até mesmo, o recesso diminuiu, não há mais necessidade desse pagamento”, disse.

A líder do PCdoB, deputada Manuela D’Ávila (RS), lembrou que o projeto do Senado foi votado apenas para acelerar o processo, porque a Câmara já tinha um projeto para extinguir a ajuda de custo, apresentado pelo então presidente da Câmara, Aldo Rebelo, que é deputado licenciado e atual ministro do Esporte.
O deputado Manato (PDT-ES) lembrou que, em legislaturas anteriores, os deputados extinguiram o jeton, um pagamento feito em caso de convocações extraordinárias dos parlamentares, e reduziram o recesso parlamentar. “Fico orgulhoso de ter participado desses dois momentos do Parlamento”, disse Manato, que é autor de projeto sobre o fim da ajuda de custo (PDC 3030/10) que tramitou em conjunto com a proposta aprovada nesta quarta.
Vários deputados que devolviam esses recursos ou indicavam instituições para recebê-los em seu lugar comemoraram a aprovação em Plenário da proposta.
Orçamento impositivo
Durante a sessão do Plenário, Henrique Eduardo Alves pediu aos deputados e ao futuro presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) que aprovem a admissibilidade das PECs que tratam do orçamento impositivo das emendas parlamentares, outra de suas promessas. “Vamos instalar uma comissão especial para, em 45 dias, termos um entendimento sobre o assunto”, disse.

A medida recebeu o apoio do PSDB. O deputado Cesar Colnago (PSDB-ES) acrescentou que, no processo de discussão das emendas parlamentares, é preciso ficar claro que instituições em que haja parentes de deputados não podem receber os recursos destinados por eles.
Já o deputado Ivan Valente (Psol-SP) cobrou outra medida exigida pela opinião pública, o fim do voto secreto nas votações do Legislativo, que também já foi aprovado pelo Senado. “É uma vergonha que o Senado tenha aprovado isso e nós deixamos o assunto dormir”, disse.
Íntegra da proposta:
PDC-569/2012

Reportagem – Eduardo Piovesan e Marcello Larcher
Edição – Pierre Triboli

Portal da Câmara dos Deputados
Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Agência Câmara - obras irregulares - Dnit - Petrobras - Valec

Comitê sobre obras irregulares recebe dirigentes do Dnit, Petrobras e Valec

13/11/2012 -  
TCU apontou indícios de irregularidades em 22 empreendimentos financiados com recursos federais. Esses projetos correm o risco de não receberem verbas no Orçamento de 2013.
A partir de hoje (13), o Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI), que integra a Comissão Mista de Orçamento, dá início aos encontros para discutir a situação dos projetos flagrados com irregularidades em auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU).

O COI terá reuniões hoje com dirigentes da Petrobras, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da Valec, empresa pública de ferrovias. Os encontros, na sala de reuniões da presidência da comissão, serão fechados e contarão com a participação de técnicos do TCU:
- às 16h, com o presidente em exercício da Valec, Josias Sampaio Júnior;
- às 17h, com o diretor-geral do Dnit, Jorge Ernesto Fraxe;
- às 18h, com a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster.

Nos dias 20 e 21, serão realizadas audiências públicas para discutir a situação de cada projeto. Além dos três órgãos já citados, serão ouvidos o Ministério da Integração Nacional, o Ministério das Cidades, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Todos eles estão com obras questionadas pelo TCU.

Problemas
O tribunal apontou indícios de irregularidades em 22 empreendimentos financiados [veja tabela abaixo], no todo ou em parte, com recursos federais, que correm o risco de não poderem receber verbas no Orçamento de 2013. Os problemas mais comuns encontrados são superfaturamento e sobrepreço. Cabe ao Congresso avaliar a pertinência do bloqueio de recursos para as obras ou serviços em que foram verificados os sinais de irregularidades.

O COI optou por fazer a reunião técnica apenas com os três órgãos que têm as obras mais relevantes. A Petrobras conta com dois empreendimentos na lista do TCU: a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O Dnit tem 10 obras e a Valec possui duas (Ferrovia Norte-Sul e Ferrovia de Integração Oeste-Leste).

As irregularidades indicadas pelo tribunal referem-se a determinados contratos das obras, e não ao conjunto dos empreendimentos. É comum que um projeto de grande porte tenha diversos contratos de licitação. Parar um deles não significa, necessariamente, paralisar toda a obra.

Defesa
Todos os órgãos receberam uma correspondência do coordenador do COI, deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), para que apresentem uma justificativa, por escrito, dos motivos para o não bloqueio orçamentário das obras. As respostas deverão ser entregues durante as audiências públicas e embasarão o relatório que o comitê submeterá à votação no Plenário da Comissão de Orçamento.

Lopes acredita que a reunião técnica e as audiências podem ajudar a resolver muitos dos problemas levantados pelo TCU. “O que nós queremos é solucionar os entraves. Há muitas questões que podem ser esclarecidas, solucionadas e, assim, as obras não serem paralisadas”, disse.

O coordenador lembrou que, no ano passado, a lista inicial de obras com indícios de irregularidades graves continha 27 empreendimentos, mas o COI só recomendou a paralisação orçamentária de cinco após as reuniões com os gestores. Elas foram incluídas no chamado Anexo VI da lei orçamentária de 2012, uma espécie de ‘lista suja’ dos projetos.

Das 22 obras liberadas em 2011, em 17 houve compromisso dos gestores, assumidos durante as audiências, de sanar os problemas. Outras cinco ficaram de fora do Anexo VI por motivos como estágio avançado do projeto, elevado custo de paralisação ou importância socioeconômica do empreendimento. As regras para a inclusão ou liberação do anexo são definidas anualmente pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que baliza o trabalho do COI.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Daniella Cronemberger
Agência Câmara de Notícias 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Câmara aprova novas regras sobre investigação de acidentes aéreos

O projeto, oriundo da CPI da Crise Aérea, segue para análise do Senado. Além de incorporar diretrizes de convenções internacionais, o texto prevê, por exemplo, a proibição de usar relatório final sobre acidente aéreo como prova em inquérito judicial que venha a ser aberto.

Plenário vota hoje acordo do Mercosul e anistia de multas a sindicatos
Royalties e fator previdenciário podem ser votados após 2º turno das eleições
 
 

Prazo de prorrogação da CPMI do Cachoeira será decidido no dia 30

Marco Maia vai esperar encerramento da CPMI do Cachoeira para decidir caso Leréia


Economia Comissão vota medida provisória que concede benefícios a estados e municípios


Educação Câmara conclui votação do Plano Nacional de Educação, que amplia recursos do setor


Consumidor Deputados defendem nova lei para controle de alimentos de origem animal

Audiência discutirá problemas dos planos de saúde odontológicos

Funcionalismo AGU vê obstáculos para anistia a ex-servidores que aderiram ao PDV


Justiça Câmara aprova autonomia de delegados na condução de inquéritos criminais

CCJ aprova autonomia à Defensoria Pública do DF

Relações exteriores Mesa-redonda discute papel do Brasil e da imprensa no Oriente Médio

Direito

Deputados pedem mais tempo para analisar relatório do novo CPC

Tecnologia

Câmara aprova reformulação do sistema de proteção a programa nuclear

Direitos humanos

CPI do Tráfico de Pessoas investigará denúncia de adoção ilegal na Bahia

Saúde

Especialistas divergem sobre eficácia do Programa Farmácia Popular

Indústria Frente quer mais competitividade para indústrias que consomem gás natural
Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Vilalba vota a favor da MP que autoriza a criação de linhas de crédito

Deputado Federal Vilalba vota a favor da MP que autoriza a criação de linhas de crédito para produtores atingidos pela seca
Votação - Brasília, quarta-feira, 22 de agosto de 2012 - Ano 13 Nº 2839 
POLÍTICA - Plenário aprova MP que cria linha de crédito para atingidos pela estiagem
 
Eduardo Piovesan

O PLENÁRIO aprovou ontem a Medida Provisória 565/12, que autoriza o Executivo a criar linhas de crédito especiais para os setores produtivos de municípios com reconhecida situação de calamidade pública ou estado de emergência. A MP será encaminhada para votação no Senado.




O texto aprovado é o parecer da comissão mista que analisou a MP, elaborado pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA). Esse texto prevê outros benefícios para os atingidos pela seca, como a renegociação de dívidas dos municípios com o INSS.

Os financiamentos beneficiarão os setores rural, industrial, comercial e de serviços, mas as linhas de crédito serão temporárias com prazo proporcional à intensidade dos estragos. Caberá ao Conselho Monetário Nacional (CMN) definir os encargos financeiros e prazos dos financiamentos, que contarão com recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO).

Blog do Vilalba

Fonte: Jornal da Câmara e Agência Câmara